Assim falava Zaratustra buscou ser sincera em suas escolhas. Sem se furtar ao corpo a corpo com a letra de Nietzsche, resultou de um trabalho técnico-crítico, mas, sem abandonar a tonalidade afetiva, também emergiu de um esforço expressivo, intuitivo inclusive.\"
Fernando R. de Moraes Barros
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Em Nietzsche e a obra por fazer: Zaratustra, Scarlett Marton investiga como Assim falava Zaratustra reúne os pilares da filosofia nietzschiana madura: a noção de valor e o procedimento genealógico estão lado a lado com o conceito de vontade de potência, a teoria das forças e o pensamento do eterno retorno do mesmo. Contrariando interpretações tradicionais, Marton argumenta que o problema central da obra não é o eterno retorno nem a ideia de além-do-homem, mas o projeto de transvaloração de todos os valores, para o qual essas ideias funcionam como elementos decisivos. A autora analisa ainda a composição singular de Zaratustra, suas partes e seus conceitos fundamentais, esclarecendo de que modo cada retomada do texto nietzschiano reforça uma leitura integrada e rigorosa de seu propósito filosófico.">
Assim falava Zaratustra buscou ser sincera em suas escolhas. Sem se furtar ao corpo a corpo com a letra de Nietzsche, resultou de um trabalho técnico-crítico, mas, sem abandonar a tonalidade afetiva, também emergiu de um esforço expressivo, intuitivo inclusive.\"
Fernando R. de Moraes Barros
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Em Nietzsche e a obra por fazer: Zaratustra, Scarlett Marton investiga como Assim falava Zaratustra reúne os pilares da filosofia nietzschiana madura: a noção de valor e o procedimento genealógico estão lado a lado com o conceito de vontade de potência, a teoria das forças e o pensamento do eterno retorno do mesmo. Contrariando interpretações tradicionais, Marton argumenta que o problema central da obra não é o eterno retorno nem a ideia de além-do-homem, mas o projeto de transvaloração de todos os valores, para o qual essas ideias funcionam como elementos decisivos. A autora analisa ainda a composição singular de Zaratustra, suas partes e seus conceitos fundamentais, esclarecendo de que modo cada retomada do texto nietzschiano reforça uma leitura integrada e rigorosa de seu propósito filosófico.">
Assim falava Zaratustra buscou ser sincera em suas escolhas. Sem se furtar ao corpo a corpo com a letra de Nietzsche, resultou de um trabalho técnico-crítico, mas, sem abandonar a tonalidade afetiva, também emergiu de um esforço expressivo, intuitivo inclusive.\"
Fernando R. de Moraes Barros
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Em Nietzsche e a obra por fazer: Zaratustra, Scarlett Marton investiga como Assim falava Zaratustra reúne os pilares da filosofia nietzschiana madura: a noção de valor e o procedimento genealógico estão lado a lado com o conceito de vontade de potência, a teoria das forças e o pensamento do eterno retorno do mesmo. Contrariando interpretações tradicionais, Marton argumenta que o problema central da obra não é o eterno retorno nem a ideia de além-do-homem, mas o projeto de transvaloração de todos os valores, para o qual essas ideias funcionam como elementos decisivos. A autora analisa ainda a composição singular de Zaratustra, suas partes e seus conceitos fundamentais, esclarecendo de que modo cada retomada do texto nietzschiano reforça uma leitura integrada e rigorosa de seu propósito filosófico.">