Aqui no site Livraria.ME você vai encontrar o livro "Feridas da criança interior, As" por apenas R$ 34,50.
Trata-se de um ensaio sobre as dores emocionais da infância e da adolescência que impedem a pessoa adulta de exercer a sua integralidade. Apresenta uma analogia com elementos das histórias infantis para ilustrar as dissonâncias cognitivas/afetivas presentes no drama do adulto.
O objetivo da publicação é que essas feridas do passado deixem apenas cicatrizes, que resultem do processo de cura de um machucado que já sarou, de modo que se consiga falar do passado sem a sensação dolorosa, olhar não apenas para aquela dor antiga, mas para algo que foi superado, renovado, ressignificado, jamais estagnado!
O livro é dividido em 4 capítulos:
Os fantasmas – refere-se principalmente às figuras parentais ou de autoridade que tiveram alguma relevância nas interações do passado, que ainda são acessadas como referências e assombram o sujeito adulto, que, por sua experiência, deveria saber que fantasmas não existem! São figuras materializadas pelo medo, pessoas que não se permite deixar ir. Trata do luto e de outras perdas, rejeição, bullying, medos, traumas e outras circunstâncias que impactaram o passado e que mantêm a pessoa numa posição infantil ou dolorosa.
O castelo – alegoria para as idealizações, os devaneios, o lugar em que se sonha viver e que, na verdade, permanece no interior da pessoa quando algo não sai como ela esperava. Quando são mantidos vivos os sonhos que não são mais realizáveis, fica-se cativo em mágoas. É preciso assumir a responsabilidade e reelaborar. Aborda as crenças, que podem ser potencializadoras ou limitadoras, autoconceito, síndrome do impostor e o bem-estar proporcionado pela arte.
O monstro – pode ter formas horripilantes ou ser apenas uma pessoa com atitudes hostis. Pode ser percebido como um guarda ou um carrasco que mantém a criança cativa e que, por consequência, adoece. Na verdade, o monstro da masmorra não é outro, senão o próprio sujeito, que se metamorfoseia numa criatura horrenda quando negligencia a dor de sua criança interior. A criança interior é tolhida por quem deveria cuidar bem dela: o adulto ressentido, sem esperança, estacionado em seu passado, sem responsabilidade afetiva, desatento sobre a sua saúde mental, que toma a forma do algoz e tira ou impede a oportunidade de a criança usar a sua potência de viver. Trata das pulsões e da importância da educação.
A masmorra – trata-se do lugar criado justamente para enfraquecer as mentes e que, hoje, são socialmente aceitas, como os maus hábitos e os vícios em distrações, a vida acelerada, o consumismo que faz com que definhemos a cada dia, sem perceber o vazio existencial e a importância de brincar e de desenvolver e manifestar afeto.
Ao final, baseada em teóricos da Psicologia e da Pedagogia, como Winnicott, Henry Wallon, Maria Montessori, Anna Freud, Paulo Freire, Helen Bee e Erich Fromm, a autora pretende que o leitor tenha atravessado esses ambientes mentais com o propósito de espantar os fantasmas, reconhecer e corrigir o monstro, reformar e decorar o ambiente e, principalmente, libertar a criança, cuidar dela, ressignificando suas vivências através da expressão artística, da criatividade, da brincadeira, da experiência de contemplação da natureza, do acerto do comportamento para evitar os excessos, do estreitamento de vínculos e da conquista da espontaneidade perdida.
Tudo isso contribui para a tomada de consciência, que precisa ser exercitada, com atenção e dedicação, para que os fantasmas não voltem a assombrar o castelo, nem a criança volte para a masmorra.
Pré-lançamento
Editora: Paulinas Editora
Capa brochura, 112 páginas.
Categorias:
- Psicologia / Psicologia Aplicada
- Autoajuda / Emoções
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